10 AÑOS DE EXPERIENCIA ACOMPAÑANDO A INVERSIONISTAS

DEL MUNTO ENTERO EN LA CONCEPCIÓN, IMPLEMENTACIÓN Y

OPERACIÓN DE SUS PROYECTOS DE NEGOCIOS EN CHINA

PROGRAMA DE INVESTIMENTOS PERMITE A STARTUPS BRASILEIRAS OPERAR NA CHINA

Imagine abrir uma filial na China e poder oferecer seus produtos, soluções ou serviços para 1,4 bilhão de consumidores e empresas transnacionais sediadas na segunda maior economia do mundo? Agora, pense em fazer isso recebendo ajuda econômica do governo local, espaço para instalar seu escritório, auxílio para identificar mão de obra local e, melhor, acessar os fundos mais estratégicos do país.

Um agressivo programa de política anticíclica, desenhado para recuperar a economia chinesa, pós crise do Covid-19, incentiva empresas inovadoras de alguns países a se instalar na China e explorar o mercado local. O Brasil é um dos países beneficiados por este programa, oferecido pelo governo de Shenzhen.

Situada no sul da China, Shenzhen era uma vila de pescadores que abrigava não mais de trinta mil moradores na década de 1970. Beneficiada por um programa de desenvolvimento nacional, a região é hoje uma moderna metrópole de 20 milhões de habitantes responsável por um PIB de 370 bilhões de dólares no último ano e porta de entrada para estrangeiros que desejam explorar o mercado chinês.

A cidade é berço de gigantes planetários de tecnologia, como a Huawei (líder em tecnologias 5G), a Tencent (uma das 4 maiores empresas digitais do mundo) e Ping An, a maior seguradora do país. A abertura de Shenzhen ao investimento externo, ainda nos anos 80, transformou a região em uma área cosmopolita e uma das locomotivas do crescimento chinês nas últimas décadas.

Para os empresários brasileiros, estar em Shenzhen significa participar de uma das regiões de mais rápido crescimento econômico do mundo. Nos últimos 40 anos, por exemplo, Shenzhen cresceu uma média de 23% ao ano e, hoje, é dos três grandes clusters econômicos e demográficos da China ao lado da capital Pequim, ao norte, e Xangai a leste. A cidade está ao sul desses aglomerados em uma área conhecida como a “Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau”, que abriga 16 empresas da Fortune 500 e mais de 30 mil empresas de alta tecnologia.

A região é abastecida por quatro aeroportos internacionais que, juntos, transportam 190 milhões de passageiros e 1,38 bilhão de toneladas de carga ao ano. A região metropolitana, sozinha, responde por 37,8% do PIB chinês. É lá que estão empresas inovadoras de classe mundial, como a líder mundial em carros elétricos BYD, a fabricante de drones DJI e a indústria do setor aeroespacial Kuang-chi.

Todas as empresas mencionadas são líderes de seus setores. Não por acaso, Shenzhen foi classificada como a cidade mais inovadora da China pela revista Forbes por cinco anos consecutivos.

E por que as startups brasileiras devem investir em Shenzhen? Porque a região de Shenzhen oferece as melhores condições logísticas e tecnológicas para os investidores que querem entrar no mercado chinês e, de lá, produzir para o resto do mundo. Listamos quatro grandes motivos para estar em Shenzhen:

1. Shenzhen é um centro logístico internacional. Com grande oferta de portos e aeroportos, Shenzhen vai ganhar influência e competitividade globais em indústrias de manufatura avançadas de classe mundial, como a eletrônica.

2. Como zona econômica especial (ZEE), Shenzhen exerce uma vocação econômica natural. Na China, as ZEEs são áreas de livre comércio estabelecidas por uma legislação mais favorável aos negócios, incluindo redução ou até isenção de impostos. As medidas existem para atrair investimentos estrangeiros e absorver inovações tecnológicas de outros países. Shenzhen é uma potência econômica e de inovação, com influência global crescente.

3. Shenzhen se tornará um grande hub exportador marítimo. A cidade está se preparando para aumentar sua atividade marítima global e quer atrair fundos de investimento em infraestrutura para apoiar empresas e projetos relacionados ao desenvolvimento marinho integrado.

4. Entre os projetos futuros, a cidade estabelecerá uma zona piloto para o desenvolvimento de inovação em seguros e melhorará ainda mais o nível de conectividade com Hong Kong, um reconhecido centro financeiro mundial. Entre os projetos financeiros especiais, há interesse em projetos piloto de tecnologia bancária (TechFin) e fintechs.

Economia verde e qualidade de vida – Em Shenzhen, os estrangeiros estão à vontade. Além do grande ecossistema inovador, a cidade é bastante aberta aos estrangeiros, pois a grande maioria da população é composta por imigrantes (95%) com visto permanente de residência. Há muitos jovens na cidade, com idade média em torno de 33 anos. Cerca de 90% dos moradores estão em idade produtiva. Somente na região que abrange Hong Kong e Macau vivem mais de 150 mil estrangeiros.

A vitalidade da região é impulsionada por amplas conexões logísticas, com grandes terminais aéreos, marítimos e ferroviários. O porto de Shenzhen é o terceiro maior do mundo, com produção anual de 36 milhões de contêineres-padrão. Em termos de importações e exportações, o volume total de comércio exterior de Shenzhen em 2018 foi de cerca de 447 bilhões de dólares, dos quais 243 bilhões foram de exportações. Há 26 anos seguidos, o porto de Shenzhen é o mais movimentado da China.

O desenvolvimento de negócios sustentáveis é altamente incentivado na metrópole chinesa. Toda a atividade econômica e de inovação da cidade é baseada em conceitos de desenvolvimento “verde e de baixo carbono”. Metade de sua área verde está sob estrito controle ecológico, o que faz do consumo de energia por unidade do PIB em Shenzhen o mais baixo da China continental. Em 2019, a cidade registrou queda de 4,2% no consumo em relação ao ano anterior.

Isso coloca o consumo de energia em Shenzhen no mesmo patamar que o de outros países desenvolvidos e o da metade da média nacional da China. O desenvolvimento de soluções eco eficientes são bastante estimulados, especialmente no setor de transportes. Com projetos piloto de transporte movido a eletricidade e a instalação de estações de recarga de baterias automotivas, Shenzhen possui uma frota 100% elétrica de ônibus coletivos e táxis.

Por tudo isso, Shenzhen é uma cidade aberta a negócios de todos os setores. Estar na China para desenvolver inovação é mais do que um privilégio, mas uma necessidade. E, juntos, Shenzhen e os empresários brasileiros poderão escrever muitas histórias de sucesso.

Escrito por: Felipe Zmoginski
Felipe é o ex-chefe de marketing do Baidu na América Latina e é o fundador e CEO da Inovasia (https://www.inovasia.com.br/), uma consultoria dedicada a apoiar empresas latino-americanas que procuram provedores de serviços e parcerias na China. Felipe também é o fundador da Associação Brasileira de Inteligência Artificial (abria.com.br) e seu primeiro secretário executivo. Ele também é escritor e publica o blog “Copy From China” (https://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/) no UOL, a maior platarfoma de notícias on-line do Brasil, com o maior público do país. O blog é dedicado a trazer ao público local notícias sobre a nova economia chinesa inovadora e de alta tecnologia. Ele também é colaborador do site chinês de tecnologia 36KR (https://36kr.com/p/5238932)

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