10 AÑOS DE EXPERIENCIA ACOMPAÑANDO A INVERSIONISTAS

DEL MUNTO ENTERO EN LA CONCEPCIÓN, IMPLEMENTACIÓN Y

OPERACIÓN DE SUS PROYECTOS DE NEGOCIOS EN CHINA

INVESTIMENTO NA CHINA, UMA REALIDADE

Por Luz Deneb Martinez

O panorama económico mundial encontra-se num momento decisivo, e os países latinos não são excepção. Com possíveis novas políticas de comércio propostas pelos Estados Unidos, mudanças radicais na ordem económica europeia e economias emergentes na Ásia, é momento de repensar as nossas estratégias internacionais e perspectivar um futuro no qual possamos expandir nossos horizontes comerciais.

Existem outros grandes mercados para os nossos países latinos no mundo, sendo a China actualmente o principal objectivo, pelo seu nível de população e necessidades em segurança alimentar. Simultaneamente, a China deu-se conta das grandes oportunidades para negociar na América Latina, Espanha e Portugal tendo em conta o grande potencial de comercialização e investimento local.

A China, com uma população de 1.3 bilhões de habitantes tem demonstrado ser a economia mais pujante nas últimas décadas, no entanto, o seu nível de população e as suas necessidades ao nível de abastecimento fez com que prestasse a sua atenção a diferentes países de forma a obter aliados comerciais e provedores dos produtos em falta a nível interno, entre eles: metais, alimentos, combustíveis, etc.

Tal como fez com a América Latina, a China tem demonstrado grande interesse por incrementar o seu comércio, receber recursos naturais e realizar investimento em infraestruturas, energia, etc. Em simultâneo, a China regulou e melhorou as oportunidades para investimento dentro do país por parte de estrangeiros. Anteriormente acreditava-se que os estrangeiros teriam de associar-se a um cidadão chinês para poder realizar investimento; sendo isto actualmente apenas um mito e apenas requisito em casos muito específicos de investimento. Apesar de, em alguns casos, ainda hoje ser realmente requerido associar-se a um local de forma a aproveitar benefícios em distribuição, uso de patentes ou tecnologia, etc.

Estas alterações ajudaram em grande medida a que os empresários estrangeiros possam estabelecer empresas não apenas de provedoria, sendo que, actualmente, podemos encontrar exemplos de empresas 100% espanholas, brasileiras, mexicanas, colombianas, etc. vendendo os seus produtos nacionais, empresas de serviços, de formação ou capacitação empresarial e recursos humanos, logística, empresas de manufactura, restaurantes, etc. Todos com investimento dos seus próprios países e comercializando na China Continental.

E não apenas aquelas grandes empresas como a ZARA, BIMBO, MANGO, LAVAZZA, entre outras, puderam aproveitar a abertura do país. Igualmente empresários de média escala puderam beneficiar-se das necessidades actuais da China. Os passos para penetrar no mercado são chave.

Na maioria dos casos os empresários, tanto PMEs como grandes empresas estabelecem-se do seguinte modo:

  1. Constituir empresas em Hong Kong: as empresas em Hong Kong têm facilidade na comercialização com a China, têm grandes benefícios fiscais – como impostos muito baixos – e os investidores facilmente cumprem com os requisitos de abertura. Ao operar por meio desta empresa pode vender-se à China ou a qualquer outra parte do mundo sem necessidade de estar baseado em Hong Kong.
  2. Escritórios de representação na China: uma vez operando em Hong Kong de maneira virtual, as empresas ao aumentar as suas necessidades de controlo de qualidade, procurando obter melhores provedores, etc. requerem a abertura de um escritório de representação na China que lhes permita ter presença legal, vistos de trabalho, realizar investigação de mercado e de competências, para além de obter reconhecimento por parte do Governo. Uma vez que esta empresa não pode facturar, a comercialização de produtos é levada a cabo desde Hong Kong.
  3. Estabelecer uma Empresa de Propriedade Total Estrangeira, ou WFOE: para aquelas empresas que necessitam produzir ou oferecer serviços dentro da China. Seja desde manufactura de electrónicos, restaurantes, bares, serviços de inspecção de qualidade ou venda de produtos importados, etc. podem estabelecer as suas próprias empresas dentro da China, sem necessidade de associar-se a um cidadão chinês. Estas empresas são o último passo natural para a expansão na China, já que permitem facturar e obter lucro das operações. Situação de grande interesse para os estrangeiros: vender produtos ou serviços dentro da China.

Há 3 anos que resido na China e cada vez que visito o meu país fazem-me – família e amigos – a mesma pergunta: o que será bom para trazer da China? E é certo que esta é uma pergunta importante e existem propostas muito atractivas, no entanto, creio que neste momento histórico será mais importante perguntar “O que se pode levar dos nossos países latinos para a China?”

Produtos básicos como: alimentos, carnes, frutas, milho, leite em pó, produtos do mar, azeites, sementes e alimentos para o gado, tabaco, etc. todos estes produtos têm um alto potencial de consumo por parte do mercado chinês e fazem parte dos recursos que abundam nos nossos países latinos.

Sejamos sinceros, não somos todos agricultores, nem todos percebemos de comércio de alimentos perecíveis. Mas muitos dos talentos da América Latina prendem-se com tecnologia ou serviços que podem igualmente ser atractivos para o mercado chinês.

Igualmente existem grandes programas de fomentação tecnológica, sendo disso exemplo a zona de livre comércio em Shenzhen no sul da China, onde se apoiam programas de tecnologia, projectos relacionados com energias verdes, aplicações, serviços de consultoria, desenho e criatividade, ect. Existem parques de investigação para apoiar estes projectos e inclusive associados programas de procura de investidores e programas de financiamento. Estes programas não são exclusivos para locais: o conhecimento ou know-how, investidores, talento, etc. podem chegar de qualquer lugar do mundo e aceder aos mesmos benefícios.

Acresce a isto que, vários governos desenvolveram já com a China programas para evitar a dupla tributação. Assim, ao pagar impostos na China ou nos nossos países de origem esses tais impostos serão tidos em conta no outro país, reduzindo assim a carga tributária e evitando que se pague o dobro dos impostos sobre os lucros das empresas.

É por isto que para as nossas empresas na América Latina e Península Ibérica, explorar o mercado chinês representa um grande potencial; momentos económicos como o que estamos vivendo devem abrir os nossos olhos a novos panoramas internacionais. Não podemos recear as mudanças, mas sim aproveitar as grandes vantagens e recursos que representam os nossos países.

Se tem dúvidas relativamente aos processos de entrada na China e grandes desejos de expansão, não hesite em consultar-nos através de las@cwhkcpa.com

https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/

http://www.szgh.com.cn/

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