10 AÑOS DE EXPERIENCIA ACOMPAÑANDO A INVERSIONISTAS

DEL MUNTO ENTERO EN LA CONCEPCIÓN, IMPLEMENTACIÓN Y

OPERACIÓN DE SUS PROYECTOS DE NEGOCIOS EN CHINA

Rafael Fraga

Advisor 

Latin Department

A iniciativa Belt and Road é uma estratégia de desenvolvimento de infraestrutura global adotada pelo governo chinês em 2013 para investir em cerca de 70 países e organizações internacionais. Os objetivos declarados são construir um grande mercado unificado e fazer pleno uso dos mercados internacionais e domésticos, por meio de intercâmbio cultural e integração, para melhorar o entendimento mútuo e a confiança das nações membros, terminando em um padrão inovador com entradas de capital, pool de talentos, e banco de dados de tecnologia. 

Esta iniciativa Belt and Road já esteve presente na América Latina em diversos países, como Peru, Venezuela, Equador e Argentina, porém, foi fortemente atingida pela pandemia este ano e tem mostrado uma desaceleração nos projetos na área, já que vários países entraram em lockdown e mantiveram apenas as atividades essenciais. No momento poucos novos projetos na América Latina e nenhum novo país aderiu a esta iniciativa nesse ano. 

Mas tudo isso não impediu a China de investir na América Latina, ao invés de desistir de investir lá, a China decidiu explorar outras áreas de cooperação, podemos chamá-las de Health Silk Road (HSR) e Digital Silk Road (DSR) – ambas eles se desenvolveram imensamente desde o início da pandemia. 

O HSR foi desenvolvido devido à necessidade de se modernizar e encontrar novas soluções na área de saúde em meio à pandemia, o governo chinês está prestando assistência médica, que foi até entregue diretamente por embaixadas chinesas locais, como as da Malásia, Filipinas e Grécia. Também algumas empresas que participam de projetos BRI no exterior têm tomado a iniciativa de entregar suprimentos, como é o caso da Huawei ou da China Communications Construction Company. As fundações Jack Ma e Alibaba entregaram pacotes de ajuda humanitária a dezenas de países, desde Uganda e Ucrânia até os Estados Unidos. A China também tem prestado apoio econômico a alguns países atingidos, incluindo um empréstimo concessionário de US $ 500 milhões ao Sri Lanka. Com todos esses esforços, a China está tentando obter um dos principais papéis na luta contra a COVID-19. 

Para cumprir seus objetivos para o DSR, a China investiu mais de US $ 7 bilhões em empréstimos e investimento estrangeiro direto em projetos de cabos de fibra ótica e redes de telecomunicações. Esses investimentos transformaram a conectividade em muitos países em todo o planeta, da América Latina à Ásia Central e ao Pacífico.
Empresas chinesas já consolidadas em todo o BRI, como Huawei, Alibaba e Tencent, têm planos muito concretos de expansão na América Latina, uma vez que a região carece de infraestrutura tecnológica.
A tecnologia 5G tem estado no noticiário recentemente e é muito polêmica, mas pode significar um grande salto em termos de desenvolvimento para a América Latina. Duas das cinco empresas no mundo que oferecem sistemas 5G são da China – ZTE e Huawei. Este último se expandiu pela região nos últimos anos. 

É possível ver uma tendência não só para a América Latina, mas também para empresas de todo o mundo importarem soluções chinesas para ambas as áreas e implementá-las em seus países, equipamentos e soluções médicas chinesas estão presentes em todos os lugares e nem é preciso falar como telecomunicações e as soluções digitais made in China estão presentes no mundo. 

Podemos ver claramente que a pandemia obrigou a China a repensar sua iniciativa Belt and Road e desenvolver como ela pode ser melhorada, até agora vimos grandes resultados e várias parcerias sendo formadas, bem como uma excelente melhoria nos setores de Saúde e Tecnologia na América Latina. 

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